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Calculadora de Gestação Gemelar: Crescimento, Doppler e Complicações

Percentis de biometria e de peso fetal por corionicidade, Doppler dos dois fetos e rastreio automático de restrição seletiva, TAPS e síndrome de transfusão feto-fetal com estadiamento de Quintero.

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Gestação

Idade gestacional

IG no exame (a referência de todos os percentis)

Use a IG datada no primeiro trimestre. Curvas: biometria 14 a 40 s; PFE gemelar 20+3 a 37+3 s (dicoriônica) ou 16+3 a 37+3 s (monocoriônica); Doppler 20 a 42 s; ducto venoso 21 a 39 s.

Corionicidade

Corionicidade e amnionicidade

Curva de PFE dicoriônica; TAPS e STFF não se aplicam.

Líquido amniótico

Saco A

–

Saco B

–

Os limiares de 2 cm e 8 cm são os do rastreio de STFF, que só se aplica a gestações monocoriônicas diamnióticas.

Biometria e peso fetal

Feto A

–
–
–
–
–
–

Feto B

–
–
–
–
–
–

Discordância de PFE

–

(maior − menor) / maior. Discordância de 25% ou mais é um dos critérios Delphi de sFGR.

Curva do PFE

FMF dicoriônica

Wright et al. 2024; percentis de DBP, CC, CA e CF pelas WHO Fetal Growth Charts.

Doppler

Feto A

–
–
–
–
–

Feto B

–
–
–
–
–

Artérias uterinas

–
–
–
Avisos diagnósticos
Nenhum critério de sFGR, TAPS ou STFF atingido com os dados informados. Os avisos aparecem automaticamente quando os critérios da ISUOG 2025 e do consenso Delphi são preenchidos.
Texto para o prontuário

Os cálculos acontecem no seu navegador. Nenhum dado é enviado, armazenado ou registrado.

O que a calculadora faz.

Uma tela para o exame gemelar inteiro

A gestação gemelar exige comparar dois fetos entre si e cada um com uma curva própria. A calculadora reúne, numa única tela e ao vivo, tudo o que o exame de crescimento e Doppler produz: percentil de DBP, CC, CA e CF de cada feto, peso fetal estimado (calculado por Hadlock ou digitado), percentil do PFE na curva gemelar específica da corionicidade, discordância de peso, percentis de Doppler (artéria umbilical, cerebral média, relação cerebroplacentária, ducto venoso, PVS da ACM em MoM e artérias uterinas) e os avisos diagnósticos que decorrem desses números. O texto para o prontuário é montado conforme os campos são preenchidos.

Curvas e referências.

Medida Referência Cobertura
DBP, CC, CA e CFWHO Fetal Growth Charts (Kiserud 2017)14 a 40 semanas
PFE calculadoHadlock 1985, fórmula de quatro parâmetrosDBP, CC, CA e CF preenchidos
Percentil do PFE, dicoriônicaFMF twins (Wright 2024)20+3 a 37+3 semanas
Percentil do PFE, monocoriônicaFMF twins (Wright 2024)16+3 a 37+3 semanas
AU-IP, ACM-IP e RCPFMF (Ciobanu 2019)20 a 42 semanas
Ducto venoso, IPKessler 200621 a 39 semanas
PVS da ACM (MoM)Mari 200014 a 40 semanas
IP médio das uterinasGómez 200811 a 41 semanas

As curvas gemelares da FMF foram construídas em gestações gemelares não complicadas e diferem das curvas de feto único: o percentil do PFE informado aqui é o gemelar, e o texto do prontuário deixa isso explícito. Na gestação monoamniótica a calculadora usa a curva monocoriônica, que não é específica para esse subgrupo; interprete com cautela.

Restrição seletiva do crescimento (sFGR).

O aviso segue o consenso Delphi (Khalil 2019), adotado pela ISUOG. Um único critério basta: PFE de um dos fetos abaixo do percentil 3. Sem ele, são necessários dois entre: PFE abaixo do percentil 10, circunferência abdominal abaixo do percentil 10 (só em monocoriônicas), discordância de PFE de 25% ou mais e IP da artéria umbilical do feto menor acima do percentil 95. Quando os dois fetos estão abaixo do percentil 10, a calculadora sinaliza o achado sem rotulá-lo como sFGR, porque o critério pressupõe um feto pequeno em relação ao outro.

TAPS e STFF.

Na gestação monocoriônica, a sequência anemia-policitemia (TAPS) é rastreada pela PVS da ACM: o aviso dispara com diferença intergemelar de 1,0 MoM ou mais (critério da ISUOG 2025) ou com o par clássico de doador com 1,5 MoM ou mais e receptor com 0,8 MoM ou menos. O feto com PVS maior é o doador provável (anêmico).

A síndrome de transfusão feto-fetal (STFF) é rastreada apenas em monocoriônicas diamnióticas pela sequência oligo-polidrâmnio: maior bolsão vertical de 2 cm ou menos num saco e 8 cm ou mais no outro; após 20 semanas a calculadora informa também se o critério europeu de 10 cm foi atingido. Com o padrão presente, abre-se o bloco de estadiamento de Quintero.

Estágio de Quintero Critério
ISequência oligo-polidrâmnio com bexiga do doador visível
IIBexiga do doador não visualizada
IIIDoppler crítico em qualquer feto: diástole ausente ou reversa na AU, onda a reversa no ducto venoso ou fluxo pulsátil na veia umbilical
IVHidropisia em um ou ambos os fetos
VÓbito de um ou ambos os fetos

O estágio exato só é atribuído quando os dados para excluir os estágios superiores foram informados; caso contrário a calculadora escreve "pelo menos estágio N", para que o laudo não subestime a gravidade por um campo em branco.

Como interpretar os percentis.

Nas medidas de biometria, valores abaixo do percentil 10 ou acima do 90 aparecem em atenção e abaixo do 3 ou acima do 97 em alerta. No Doppler, a direção importa: IP da artéria umbilical, do ducto venoso e das uterinas preocupam quando acima do percentil 95; IP da ACM e relação cerebroplacentária, quando abaixo do percentil 5; PVS da ACM, quando acima de 1,5 MoM. A impressão diagnóstica lista só os vasos alterados. Percentis extremos são limitados a 0,1 e 99,9: fora da grade publicada a calculadora não inventa precisão.

Quando usar e quando não usar.

A ferramenta apoia o exame de seguimento de gestações gemelares a partir do segundo trimestre, com idade gestacional datada no primeiro trimestre (em gemelares, pelo maior CCN). Não substitui a avaliação morfológica, a vigilância seriada nem a decisão clínica sobre encaminhamento a centro de medicina fetal. Os avisos são rastreios automáticos baseados em limiares publicados; a confirmação diagnóstica e a conduta são do(a) médico(a). Para a idade gestacional, use a calculadora de idade gestacional; para o colo uterino, a calculadora de comprimento cervical; para gestação única, a calculadora de biometria fetal.

Dúvidas comuns

Perguntas frequentes.

  1. Por que o percentil do PFE é diferente do que o aparelho mostra?

    O aparelho quase sempre usa uma curva de feto único. Aqui o percentil do peso vem das curvas gemelares da Fetal Medicine Foundation (Wright 2024), específicas para gestações dicoriônicas e monocoriônicas, que crescem menos no terceiro trimestre. O texto do prontuário indica qual curva foi usada.

  2. Como o PFE é calculado?

    Pela fórmula de Hadlock de 1985 com quatro parâmetros (DBP, CC, CA e CF), quando as quatro medidas estão preenchidas. Se preferir o peso do aparelho, digite-o no campo "PFE manual", que prevalece sobre o cálculo.

  3. Quando a calculadora avisa restrição seletiva do crescimento (sFGR)?

    Pelo consenso Delphi de 2019: PFE de um feto abaixo do percentil 3 (critério isolado) ou dois entre PFE abaixo do percentil 10, CA abaixo do percentil 10 (só monocoriônicas), discordância de PFE de 25% ou mais e AU-IP do feto menor acima do percentil 95. Os dois fetos abaixo do percentil 10 não caracterizam sFGR.

  4. O que dispara o aviso de TAPS?

    Em monocoriônicas, uma diferença intergemelar da PVS da ACM de 1,0 MoM ou mais (ISUOG 2025), ou o par clássico de doador com 1,5 MoM ou mais e receptor com 0,8 MoM ou menos. Os MoM vêm das medianas de Mari 2000 para a idade gestacional informada.

  5. E o de STFF?

    Só em monocoriônicas diamnióticas: maior bolsão vertical de 2 cm ou menos num saco e 8 cm ou mais no outro. Após 20 semanas a calculadora informa também se o limiar europeu de 10 cm foi atingido. Com o padrão presente, aparece o bloco de estadiamento de Quintero.

  6. Por que às vezes aparece "pelo menos estágio II" em vez do estágio exato?

    Porque Quintero é hierárquico: para afirmar estágio II é preciso ter avaliado o Doppler, a hidropisia e a vitalidade dos dois fetos e não ter encontrado critérios de III a V. Enquanto esses campos estão em branco, a calculadora escreve o mínimo que os dados garantem, sem subestimar a gravidade.

  7. Posso usar em gestação monoamniótica?

    Sim, com ressalvas. O líquido é descrito uma vez (cavidade única), o rastreio de STFF por líquido não se aplica e o percentil do PFE usa a curva monocoriônica, que não é específica para monoamnióticas. TAPS continua sendo rastreada.

  8. Os dados digitados ficam salvos em algum lugar?

    Não. Todos os cálculos acontecem no seu navegador, campo a campo: nenhum dado clínico é enviado, armazenado ou registrado pela Vokkari.

Evidência

Referências.

  1. ISUOG Practice Guidelines (updated): role of ultrasound in twin pregnancy . Khalil A et al., International Society of Ultrasound in Obstetrics and Gynecology, Ultrasound Obstet Gynecol, 2025 (PubMed).
  2. Fetal Medicine Foundation charts for fetal growth in twins . Wright A, Wright D, Chaveeva P et al., Ultrasound Obstet Gynecol, 2024 (PubMed).
  3. The World Health Organization Fetal Growth Charts: a multinational longitudinal study of ultrasound biometric measurements and estimated fetal weight . Kiserud T et al., PLoS Medicine, 2017 (PMC, texto completo).
  4. Estimation of fetal weight with the use of head, body, and femur measurements: a prospective study . Hadlock FP et al., Am J Obstet Gynecol, 1985 (PubMed).
  5. Consensus definition and essential reporting parameters of selective fetal growth restriction in twin pregnancy: a Delphi procedure . Khalil A, Beune I, Hecher K et al., Ultrasound Obstet Gynecol, 2019 (PubMed).
  6. Fetal Medicine Foundation reference ranges for umbilical artery and middle cerebral artery pulsatility index and cerebroplacental ratio . Ciobanu A et al., Ultrasound Obstet Gynecol, 2019 (PubMed).
  7. Longitudinal reference ranges for ductus venosus flow velocities and waveform indices . Kessler J, Rasmussen S, Hanson M, Kiserud T, Ultrasound Obstet Gynecol, 2006 (PubMed).
  8. Noninvasive diagnosis by Doppler ultrasonography of fetal anemia due to maternal red-cell alloimmunization . Mari G et al., N Engl J Med, 2000 (PubMed).
  9. Reference ranges for uterine artery mean pulsatility index at 11-41 weeks of gestation . Gómez O et al., Ultrasound Obstet Gynecol, 2008 (PubMed).

Esta ferramenta é um apoio à decisão clínica, destinada a profissionais de saúde. Os resultados devem ser conferidos e não substituem o julgamento clínico nem a avaliação individual de cada paciente.

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