Ferramentas

Calculadora de Biometria Fetal, Peso Fetal Estimado e Doppler

Percentis de DBP, CC, CA e CF, peso fetal estimado por Hadlock com percentil e z-score na curva escolhida, Doppler fetomaterno e sinalização automática de PIG e restrição de crescimento com estadiamento.

Revisão clínica: Equipe clínica Vokkari Atualizado em

Você atende. O Vokkari transcreve e documenta.

Crie sua conta grátis, e devolva à consulta o que a digitação rouba: a sua atenção. Cada mês sem o Vokkari custa 24 horas da sua vida: tempo que você dedica, todo mês, para digitar o que já disse em voz alta.

Gestação

Idade gestacional

IG no exame (referência de todos os percentis)

Use a IG datada no primeiro trimestre. Curvas: biometria 12 a 40 s; peso Hadlock 1991 14 a 42 s ou INTERGROWTH-21st 14 a 40 s; Doppler 20 a 42 s; ducto venoso 21 a 39 s.

Resumo

Crescimento

Aguardando medidas

Estadiamento

–

Biometria e peso fetal

Biometria (Hadlock 1984)

–
–
–
–

Peso fetal estimado

Origem do PFE
Fórmula (Hadlock 1985)
Curva de referência do peso

Medianas de Hadlock 1991 com desvio padrão uniforme de 12,7%; vale para qualquer fórmula de PFE. A troca da curva não altera o PFE em gramas.

PFE calculado

–

Preencha as medidas da fórmula

Percentil do PFE

–

Curva Hadlock 1991

Z-score

–

Doppler

Artérias uterinas

–
–
–

Circulação fetal

–
–
–
–
–
Crescimento e estadiamento

Dados para o estadiamento

Fluxo diastólico na artéria umbilical
Onda a do ducto venoso
Cardiotocografia

DV-IP: aguardando o IP do DV. O DV informado no Doppler entra automaticamente no estadiamento.

Sequência de estadiamento

  1. PIGPIG
    PFE ou CA entre os percentis 3 e 10 com Doppler normal.
  2. IRCF estágio I
    PFE ou CA abaixo do percentil 3, ou abaixo do 10 com Doppler leve alterado.
  3. IIRCF estágio II
    Fluxo diastólico ausente na artéria umbilical.
  4. IIIRCF estágio III
    Fluxo diastólico reverso na AU, DV-IP acima do p95 ou onda a do DV ausente.
  5. IVRCF estágio IV
    Onda a do DV reversa ou CTG não tranquilizadora.

Aguardando CA ou PFE. Informe a circunferência abdominal ou o PFE, com a idade gestacional, para iniciar a triagem.

PIG e RCF não são sinônimos. A sinalização segue os critérios de Figueras e Gratacós (2014), o consenso Delphi (2016) e a ISUOG (2020) e apoia a interpretação; não substitui a avaliação longitudinal, o contexto clínico nem o protocolo do serviço.

Texto para o prontuário

Os cálculos acontecem no seu navegador. Nenhum dado é enviado, armazenado ou registrado.

O que a calculadora faz.

Biometria, peso, Doppler e a leitura integrada

A calculadora reúne, numa tela e ao vivo, o que o exame de crescimento produz: o percentil de cada medida (DBP, CC, CA e CF), o peso fetal estimado pela fórmula de Hadlock escolhida (ou o peso informado pelo aparelho), o percentil e o z-score do PFE na curva de referência selecionada, os percentis de Doppler (artérias uterinas, umbilical, cerebral média, relação cerebroplacentária, PVS da ACM em MoM e ducto venoso) e a sinalização de crescimento que decorre desses números: adequado, pequeno para a idade gestacional ou restrição de crescimento com o estágio correspondente. O texto do prontuário é montado conforme os campos são preenchidos.

Curvas e fórmulas.

Item Referência Cobertura
DBP, CC, CA e CFHadlock 1984 (regressões e desvio padrão por medida)12 a 40 semanas
PFE calculadoHadlock 1985: CC + CA + CF; DBP + CC + CA + CF; DBP + CA + CFMedidas da fórmula preenchidas
Curva de peso Hadlock 1991Medianas por semana e desvio padrão uniforme de 12,7%14 a 42 semanas
Curva de peso INTERGROWTH-21stPadrão de Stirnemann 2020 para o PFE por Hadlock CC + CA + CF14 a 40 semanas
AU-IP, ACM-IP e RCPFMF (Ciobanu 2019)20 a 42 semanas
Ducto venoso, IPKessler 2006 (percentil e limite p95)21 a 39 semanas
PVS da ACM (MoM)Mari 200014 a 40 semanas
IP médio das uterinasGómez 200811 a 41 semanas

A curva de peso padrão é a de Hadlock 1991, que vale para qualquer fórmula de PFE. O padrão INTERGROWTH-21st foi construído especificamente para o PFE por Hadlock CC + CA + CF; por isso, quando essa curva é escolhida com outra fórmula, o peso é calculado, mas o percentil fica indisponível, para não misturar fórmula e padrão. A troca de curva nunca altera o peso em gramas, só o percentil e o z-score.

PIG, RCF e estadiamento.

A sinalização usa o menor percentil entre o PFE e a circunferência abdominal como "tamanho". Abaixo do percentil 3, é restrição de crescimento mesmo com Doppler normal (estágio I). Entre os percentis 3 e 10, o Doppler decide: com uterinas, artéria umbilical, cerebral média e relação cerebroplacentária dentro da faixa, o feto é classificado como pequeno para a idade gestacional; com qualquer um desses parâmetros alterado, como restrição de crescimento estágio I. Sem o Doppler completo, a calculadora pede para completá-lo em vez de rotular.

Estágio (Figueras e Gratacós, 2014) Critério
IPFE ou CA abaixo do percentil 3; ou abaixo do 10 com RCP abaixo do p5, AU-IP acima do p95, ACM-IP abaixo do p5 ou IP médio das uterinas acima do p95
IIFluxo diastólico ausente na artéria umbilical
IIIFluxo diastólico reverso na artéria umbilical, DV-IP acima do p95 ou onda a do ducto venoso ausente
IVOnda a do ducto venoso reversa ou cardiotocografia não tranquilizadora

O estágio mais avançado presente prevalece, independentemente do tamanho. Quando há critérios de estágio I mas o fluxo diastólico da artéria umbilical, o ducto venoso ou a CTG não foram informados, a calculadora escreve "estágio mínimo I", para que um campo em branco não seja lido como exclusão dos estágios superiores.

Como interpretar os percentis.

Nas medidas de biometria, valores abaixo do percentil 10 ou acima do 90 aparecem em atenção e abaixo do 3 ou acima do 97 em alerta. No Doppler, a direção importa: IP da artéria umbilical, do ducto venoso e das uterinas preocupam quando acima do percentil 95; IP da cerebral média e relação cerebroplacentária, quando abaixo do 5; PVS da ACM, quando acima de 1,5 MoM. Os percentis são limitados a 0,1 e 99,9: fora da faixa publicada a calculadora não inventa precisão.

Quando usar e quando não usar.

A ferramenta apoia o exame de crescimento em gestação única a partir do segundo trimestre, com idade gestacional datada no primeiro trimestre. Para gestação gemelar, use a calculadora de gestação gemelar, que aplica curvas de peso específicas por corionicidade. A sinalização de PIG e RCF é um rastreio automático por limiares publicados; a avaliação longitudinal, a correlação clínica e a conduta são do(a) médico(a). Para datar a gestação, veja a calculadora de idade gestacional.

Dúvidas comuns

Perguntas frequentes.

  1. Qual fórmula de Hadlock devo usar para o PFE?

    A de CC + CA + CF é a mais usada e a única para a qual existe o padrão INTERGROWTH-21st. As fórmulas com DBP (DBP + CC + CA + CF e DBP + CA + CF) são alternativas do mesmo artigo de 1985, úteis quando o DBP é confiável e a CC não, ou vice-versa. A diferença entre elas costuma ser pequena; o que mais muda o percentil é a curva de referência.

  2. Qual a diferença entre a curva Hadlock 1991 e a INTERGROWTH-21st?

    Hadlock 1991 é uma curva de referência americana com desvio padrão uniforme de 12,7% e é a mais difundida nos aparelhos. INTERGROWTH-21st é um padrão internacional prescritivo, construído em gestações de baixo risco; a versão usada aqui foi ajustada para o PFE por Hadlock CC + CA + CF. As duas dão percentis diferentes para o mesmo peso; use a adotada pelo seu serviço e mantenha a mesma curva ao longo do seguimento.

  3. O que diferencia PIG de restrição de crescimento?

    PIG é o feto pequeno (PFE ou CA abaixo do percentil 10) sem sinais de insuficiência placentária. RCF é o feto que não atinge seu potencial de crescimento: PFE ou CA abaixo do percentil 3, ou abaixo do 10 com Doppler alterado (uterinas, artéria umbilical, cerebral média ou relação cerebroplacentária). A calculadora só classifica como PIG quando esses quatro parâmetros foram informados e estão normais.

  4. Como funciona o estadiamento da RCF?

    Segue o protocolo de Figueras e Gratacós (2014): I = critérios de tamanho com Doppler leve alterado ou abaixo do percentil 3; II = fluxo diastólico ausente na artéria umbilical; III = fluxo reverso na umbilical, DV-IP acima do percentil 95 ou onda a do ducto venoso ausente; IV = onda a reversa ou CTG não tranquilizadora. O estágio mais avançado presente prevalece, e o IP do ducto venoso digitado no Doppler entra automaticamente.

  5. Por que aparece "estágio mínimo I"?

    Porque há critérios de estágio I, mas o fluxo diastólico da artéria umbilical, a onda a do ducto venoso ou a CTG não foram informados. Sem esses dados não é possível excluir os estágios II a IV, então a calculadora escreve o mínimo que os dados garantem.

  6. O que significa o MoM da PVS da ACM?

    É a velocidade de pico sistólico da artéria cerebral média dividida pela mediana esperada para a idade gestacional (Mari 2000). Valores acima de 1,5 MoM sugerem anemia fetal moderada a grave e indicam investigação; a calculadora destaca esse limiar.

  7. Serve para gestação gemelar?

    As curvas de biometria e de Doppler são as mesmas, mas o percentil do peso em gemelares deve usar curvas específicas por corionicidade. Para isso, use a calculadora de gestação gemelar, que também rastreia sFGR, TAPS e STFF.

  8. Os dados digitados ficam salvos em algum lugar?

    Não. Todos os cálculos acontecem no seu navegador, campo a campo: nenhum dado clínico é enviado, armazenado ou registrado pela Vokkari.

Evidência

Referências.

  1. Estimating fetal age: computer-assisted analysis of multiple fetal growth parameters . Hadlock FP, Deter RL, Harrist RB, Park SK, Radiology, 1984 (PubMed).
  2. Estimation of fetal weight with the use of head, body, and femur measurements: a prospective study . Hadlock FP et al., Am J Obstet Gynecol, 1985 (PubMed).
  3. In utero analysis of fetal growth: a sonographic weight standard . Hadlock FP, Harrist RB, Martinez-Poyer J, Radiology, 1991 (PubMed).
  4. INTERGROWTH-21st standards for Hadlock's estimation of fetal weight . Stirnemann J, Salomon LJ, Papageorghiou AT, Ultrasound Obstet Gynecol, 2020 (PubMed).
  5. Update on the diagnosis and classification of fetal growth restriction and proposal of a stage-based management protocol . Figueras F, Gratacós E, Fetal Diagn Ther, 2014 (PubMed).
  6. Consensus definition of fetal growth restriction: a Delphi procedure . Gordijn SJ et al., Ultrasound Obstet Gynecol, 2016 (PubMed).
  7. ISUOG Practice Guidelines: diagnosis and management of small-for-gestational-age fetus and fetal growth restriction . Lees CC et al., International Society of Ultrasound in Obstetrics and Gynecology, Ultrasound Obstet Gynecol, 2020 (PubMed).
  8. Fetal Medicine Foundation reference ranges for umbilical artery and middle cerebral artery pulsatility index and cerebroplacental ratio . Ciobanu A et al., Ultrasound Obstet Gynecol, 2019 (PubMed).
  9. Longitudinal reference ranges for ductus venosus flow velocities and waveform indices . Kessler J, Rasmussen S, Hanson M, Kiserud T, Ultrasound Obstet Gynecol, 2006 (PubMed).
  10. Noninvasive diagnosis by Doppler ultrasonography of fetal anemia due to maternal red-cell alloimmunization . Mari G et al., N Engl J Med, 2000 (PubMed).
  11. Reference ranges for uterine artery mean pulsatility index at 11-41 weeks of gestation . Gómez O et al., Ultrasound Obstet Gynecol, 2008 (PubMed).

Esta ferramenta é um apoio à decisão clínica, destinada a profissionais de saúde. Os resultados devem ser conferidos e não substituem o julgamento clínico nem a avaliação individual de cada paciente.

Continue

Ferramentas relacionadas.