Ferramentas

Calculadora de Risco ASCVD (PCE 2013)

Estime o risco de infarto e AVC em 10 anos pelas Pooled Cohort Equations (ACC/AHA 2013), com classificação por faixa e conduta sugerida.

Revisão clínica: Equipe clínica Vokkari Atualizado em

Você atende. O Vokkari transcreve e documenta.

Crie sua conta grátis, e devolva à consulta o que a digitação rouba: a sua atenção. Cada mês sem o Vokkari custa 24 horas da sua vida: tempo que você dedica, todo mês, para digitar o que já disse em voz alta.

Dados do paciente

Paciente

As equações são validadas dos 40 aos 79 anos.

Sexo
Raça

As equações têm coeficientes próprios apenas para esses dois grupos; para os demais, a diretriz orienta usar «branca ou outra».

Laboratório e pressão

Fatores clínicos

Em tratamento anti-hipertensivo?
Diabetes?
Tabagismo atual?
Resultado
Preencha os dados e calcule para ver o risco em 10 anos.
Texto para o prontuário

Os cálculos acontecem no seu navegador. Nenhum dado é enviado, armazenado ou registrado.

Como o risco ASCVD é calculado pelas PCE.

Pooled Cohort Equations (Goff et al., ACC/AHA 2013)

As Pooled Cohort Equations (PCE) estimam a probabilidade de um primeiro evento cardiovascular aterosclerótico "duro" em 10 anos: infarto do miocárdio não fatal, morte por doença coronariana ou AVC fatal ou não fatal. Foram derivadas de coortes norte-americanas acompanhadas por décadas (Framingham, ARIC, CHS e CARDIA) e publicadas na diretriz de avaliação de risco de 2013 do ACC/AHA.

O modelo combina nove variáveis: idade, sexo, raça, colesterol total, HDL-colesterol, pressão arterial sistólica, tratamento anti-hipertensivo, diabetes e tabagismo atual. Os termos entram em logaritmo natural, com interações por idade, e os coeficientes são específicos de cada grupo de sexo e raça. O resultado converte a soma ponderada em probabilidade usando a sobrevida basal do grupo em 10 anos.

Como interpretar o resultado.

Faixas da diretriz de colesterol AHA/ACC 2018 (Grundy et al.)

A diretriz de colesterol de 2018 classifica o risco estimado em quatro faixas, que ancoram a decisão sobre estatina em prevenção primária (adultos de 40 a 75 anos com LDL-colesterol entre 70 e 189 mg/dL):

Risco em 10 anos Faixa Conduta sugerida pela diretriz
< 5% Baixo Ênfase em estilo de vida saudável.
5% a 7,4% Limítrofe Com fatores potencializadores de risco, discutir estatina de intensidade moderada.
7,5% a 19,9% Intermediário Estatina de intensidade moderada após discussão de risco; escore de cálcio coronariano pode refinar a decisão em casos selecionados.
≥ 20% Alto Estatina de alta intensidade, visando redução de LDL-colesterol de 50% ou mais.

Fatores potencializadores (história familiar precoce, doença renal crônica, condições inflamatórias crônicas, LDL persistentemente elevado, marcadores como Lp(a) e PCR ultrassensível, entre outros) favorecem iniciar ou intensificar o tratamento nas faixas limítrofe e intermediária.

Quando usar e quando não usar.

O escore se aplica à prevenção primária em adultos de 40 a 79 anos, sem doença cardiovascular aterosclerótica estabelecida. Ele não deve orientar a conduta em três situações: pacientes que já tiveram infarto, AVC ou revascularização (prevenção secundária, com indicação direta de tratamento intensivo), pacientes com LDL-colesterol de 190 mg/dL ou mais (indicação direta de estatina de alta intensidade) e diabéticos de 40 a 75 anos, nos quais a estatina de intensidade pelo menos moderada já está indicada independentemente do risco estimado; nesses casos o escore serve apenas para decidir a intensificação.

E para a população brasileira?

As PCE não foram calibradas para o Brasil. Os coeficientes existem apenas para pessoas brancas e afro-americanas dos EUA; para os demais grupos, a própria diretriz orienta usar os coeficientes de "branca ou outra", assumindo menor precisão, uma limitação relevante em uma população miscigenada. Estudos de validação externa também mostraram tendência de superestimação do risco em coortes contemporâneas.

Em 2025, a Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose (SBC) passou a recomendar as equações PREVENT, de 2023, como ferramenta preferencial de estratificação em prevenção primária: elas removem a raça do modelo, incorporam função renal, IMC e uso de estatina, e estimam também insuficiência cardíaca e o horizonte de 30 anos. A calculadora está disponível em /ferramentas/prevent. O escore ASCVD 2013 segue útil como referência consolidada: é a base das faixas de conduta da diretriz de colesterol de 2018 e da maior parte da literatura de prevenção primária da última década.

Dúvidas comuns

Perguntas frequentes.

  1. Para quem o escore ASCVD 2013 se aplica?

    Para adultos de 40 a 79 anos em prevenção primária: sem infarto, AVC, revascularização ou outra doença cardiovascular aterosclerótica prévia. Pacientes com LDL-colesterol de 190 mg/dL ou mais têm indicação direta de estatina de alta intensidade, sem necessidade de estimar o risco.

  2. O que exatamente o percentual estimado representa?

    A probabilidade de um primeiro evento aterosclerótico "duro" em 10 anos: infarto do miocárdio não fatal, morte por doença coronariana ou AVC fatal ou não fatal. Desfechos como angina estável e revascularização não entram na definição.

  3. Como interpretar o resultado?

    Pela diretriz de colesterol AHA/ACC 2018: abaixo de 5% risco baixo; de 5% a 7,4% risco limítrofe; de 7,5% a 19,9% risco intermediário, faixa em que a estatina de intensidade moderada costuma ser recomendada após discussão de risco; e 20% ou mais risco alto. Fatores potencializadores e o escore de cálcio coronariano refinam a decisão nas faixas intermediárias.

  4. Por que a calculadora pergunta raça?

    As Pooled Cohort Equations foram derivadas de coortes norte-americanas com coeficientes separados para pessoas brancas e afro-americanas. Para outros grupos, a própria diretriz orienta usar os coeficientes de "branca ou outra", reconhecendo menor precisão. Essa limitação motivou a remoção da raça nas equações PREVENT, de 2023.

  5. O escore vale para pacientes brasileiros?

    Com cautela: as equações não foram calibradas para a população brasileira e podem superestimar ou subestimar o risco individual. A Diretriz Brasileira de Dislipidemias de 2025 (SBC) passou a recomendar o escore PREVENT como ferramenta preferencial de estratificação em prevenção primária.

  6. Os dados digitados ficam salvos em algum lugar?

    Não. Todos os cálculos acontecem no seu navegador: nenhum dado clínico é enviado, armazenado ou registrado pela Vokkari.

Evidência

Referências.

  1. 2013 ACC/AHA Guideline on the Assessment of Cardiovascular Risk . Goff DC Jr et al., Circulation, 2014 (PubMed).
  2. 2018 AHA/ACC Guideline on the Management of Blood Cholesterol . Grundy SM et al., Circulation, 2019 (PubMed).
  3. Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose – 2025 . Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 2025.

Esta ferramenta é um apoio à decisão clínica, destinada a profissionais de saúde. Os resultados devem ser conferidos e não substituem o julgamento clínico nem a avaliação individual de cada paciente.

Continue

Ferramentas relacionadas.