Paciente
Sem o valor, o ADNEX usa a versão do modelo ajustada sem CA-125.
Calculadora IOTA ADNEX: estime a probabilidade de tumor benigno, borderline, câncer em estádio I, estádios II a IV e metástase secundária em massas anexiais pelo modelo publicado pelo grupo IOTA em 2014.
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Sem o valor, o ADNEX usa a versão do modelo ajustada sem CA-125.
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Van Calster et al., BMJ 2014 (grupo IOTA)
O ADNEX (Assessment of Different NEoplasias in the adneXa) é um modelo de regressão logística multinomial desenvolvido pelo grupo IOTA em 3.506 pacientes de 24 centros e validado em outras 2.403, todas com massa ovariana, paraovariana ou tubária operada. Em vez de uma única probabilidade de malignidade, ele distribui o risco entre cinco diagnósticos: tumor benigno, tumor borderline, câncer em estádio I, câncer em estádios II a IV e metástase secundária. O risco total de malignidade é a soma das quatro últimas.
São nove preditores: três clínicos (idade, CA-125 sérico e tipo de centro) e seis ultrassonográficos (maior diâmetro da lesão, proporção de tecido sólido, presença de mais de 10 lóculos, número de projeções papilares, sombras acústicas e ascite). A proporção de tecido sólido é o maior diâmetro do maior componente sólido dividido pelo maior diâmetro da lesão; zero quando não há componente sólido.
O CA-125 é opcional: o artigo publica duas versões do modelo, uma que usa o marcador e outra ajustada sem ele, para os casos em que o resultado não está disponível no momento do exame. O CA-125 pesa sobretudo na distinção entre os tipos de malignidade (estádios avançados e metástase), menos na separação entre benigno e maligno. O tipo de centro entra porque a prevalência de câncer é maior em serviços de referência em oncologia ginecológica, o que altera a probabilidade a priori.
As cinco probabilidades somam 100%. Para facilitar a triagem, a calculadora mostra também a faixa O-RADS US correspondente ao risco total de malignidade (menos de 1% O-RADS 2; 1 a menos de 10% O-RADS 3; 10 a menos de 50% O-RADS 4; 50% ou mais O-RADS 5), convenção que o ACR adota ao aceitar modelos IOTA na estratificação. O ponto de corte de 10% de risco total é o mais usado na literatura para encaminhar a paciente a um centro especializado; abaixo de 1% a lesão é tratada como quase certamente benigna.
| Desfecho | Discriminação (AUC) na validação temporal |
|---|---|
| Benigno vs. maligno | 0,94 |
| Benigno vs. borderline | 0,85 |
| Benigno vs. estádio I | 0,92 |
| Benigno vs. estádios II a IV | 0,99 |
| Benigno vs. metástase secundária | 0,95 |
Esta página implementa o modelo original, com os coeficientes publicados no apêndice do artigo de 2014, e confere o exemplo trabalhado do próprio artigo nos testes automatizados (55 anos, centro oncológico, CA-125 de 42 U/mL, lesão de 120 mm com componente sólido de 20 mm, mais de 10 lóculos e ascite: 37,4% borderline, 10,8% estádio I, 8,4% estádios II a IV e 11,0% metástase). O ADNEX2, versão recalibrada e reajustada, tem coeficientes não publicados e só existe na aplicação oficial do grupo IOTA; para não apresentar uma aproximação como se fosse o ADNEX2, a calculadora deixa a versão explícita no resultado e no texto do prontuário.
O ADNEX foi desenvolvido para massas anexiais em pacientes não gestantes que serão operadas, avaliadas por examinadores treinados no léxico IOTA. Não se aplica a lesões já classificadas como fisiológicas, a gestantes nem a massas de origem não anexial. Como todo modelo de predição, a calibração pode variar entre populações; a estimativa apoia a decisão e não a substitui. Para a categoria descritiva pelo léxico, veja a calculadora O-RADS US.
Dúvidas comuns
A probabilidade de cinco diagnósticos para uma massa anexial que será operada: tumor benigno, tumor borderline, câncer em estádio I, câncer em estádios II a IV e metástase secundária (tumor de outro órgão). As cinco probabilidades somam 100%; o risco total de malignidade é a soma das quatro últimas.
Não. O artigo original publica uma versão do modelo sem CA-125, usada automaticamente quando o campo fica em branco. O marcador ajuda sobretudo a separar os tipos de malignidade; a distinção entre benigno e maligno depende mais dos achados ultrassonográficos.
Divide-se o maior diâmetro do maior componente sólido pelo maior diâmetro da lesão, ambos em milímetros. Projeções papilares contam como componente sólido; septos e paredes não. Quando não há componente sólido, o valor é zero.
Porque a prevalência de malignidade é muito maior nas pacientes atendidas em centros de referência em oncologia ginecológica, e o modelo ajusta a probabilidade a priori a esse contexto. Use "centro de oncologia" apenas para serviços de referência oncológica.
Não. Ela implementa o ADNEX publicado em 2014, com os coeficientes do artigo, validados pelo exemplo trabalhado do próprio texto. O ADNEX2 é uma versão recalibrada com coeficientes não publicados, disponível apenas na aplicação oficial do grupo IOTA.
A calculadora converte o risco total de malignidade na faixa O-RADS US correspondente (abaixo de 1% O-RADS 2; 1 a menos de 10% O-RADS 3; 10 a menos de 50% O-RADS 4; 50% ou mais O-RADS 5), convenção aceita pelo ACR para modelos IOTA.
Não. Todos os cálculos acontecem no seu navegador: nenhum dado clínico é enviado, armazenado ou registrado pela Vokkari.
Evidência
Esta ferramenta é um apoio à decisão clínica, destinada a profissionais de saúde. Os resultados devem ser conferidos e não substituem o julgamento clínico nem a avaliação individual de cada paciente.
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